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RAIZES DO PROTESTANTISMO BRASILEIRO: UM ENFOQUE DE MÉTODO,
ESTRATÉGIA E PRÁTICA.
Andréa Braga Fonseca (doutoranda em historia – UERJ)
Elildes Junio Macharete Fonseca (Mestre em Teologia e bacharel em
grego – UFF)
OBJETIVOS:
- APRESENTAR UM DEBATE HISTORIOGRAFICO ACERCA DO PROTESTANTISMO
BRASILEIRO.
- ANALISAR O PAPEL DA IMPRENSA PROTESTANTE PARA A CONSTRUÇAO
DE UM PROJETO REPUBLICANO.
- ANALISAR A PRÁTICA CULTICA CONTEMPORANEA DAS IGREJAS PROTESTANTES
BRASILEIRAS.
RESUMO – 1º DIA = Uma análise da historiografia
do protestantismo brasileiro.
Andréa Braga Fonseca – UERJ
Elildes Junio Macharete Fonseca - UFF
O presente trabalho tem como objeto de estudo a produção
literária brasileira sobre o protestantismo , buscando analisar
sobretudo os locais de produções desses estudos sobre
o protestantismo como fundamentais para a compreensão dos
rumos e sentidos produzidos. A proposta será apresentar como
em sua maior parte essa historiografia consolidou um esquema interpretativo
de pouca problematização dos documentos institucionais;
negligenciou aspectos da cultura religiosa brasileira e a capacidade
dos sujeitos resignifacarem discursos e práticas impostas.
Basicamente analisaremos as principais obras que abordaram direta
ou indiretamente a História do Protestantismo no Brasil.
Faremos uma leitura comparativa desses trabalhos para elucidar problemas
específicos, geralmente a construção de conceitos,
dos métodos utilizados e o uso das fontes. Trabalharemos
prioritariamente com fontes secundárias expostas na bibliografia
entregue aos alunos.
RESUMO
DO 2º DIA = A imprensa protestante como estratégia
de construção de um “projeto ideal” para
o Brasil.
Andréa Braga Fonseca – UERJ
No mundo contemporâneo,
é possível destacar um ressurgimento do sagrado em
suas mais variadas instancias. Nesse processo, nota-se a contribuição
dos chamados evangélicos. O protestantismo de origem pentecostal
ou neopentecostal tem tido visibilidade através de mídias
variadas para veicular suas mensagens . No entanto, o uso de mídias
para difundir os ideais do grupo protestante não é
uma novidade. Desde sua chegada ao Brasil, inícios do XIX,
os protestantes perceberam a imprensa com uma ferramenta para cristalizar
suas idéias em um mundo católico, firmar suas opiniões
e atrair um publico maior.
Ao estudar a imprensa evangélica o pesquisador se depara
com algumas lacunas que se agrava pelo fato de muitos de seus jornais
já terem desaparecidos, outros estão em estado de
decomposição, ou criam-se dificuldades para o pesquisador
ter acesso a esse material, visto que estão em arquivos particulares
e não em instituições públicas.
A proposta deste trabalho é portanto apresentar a imprensa
protestante (estimulando futuros pesquisadores com disposição
para se debruçarem sobre essa fonte.) e analisá-la,
tendo como recorto cronológico o inicio da Republica brasileira,
onde projetos diferentes circulavam apresentando modelos para o
um “novo Brasil”. Entre estes modelos estava também
o protestante veiculado na imprensa. E a partir dessa fonte será
abordado as representações elaboradas por esse grupo,
seus projetos, e discursos que legitimaram suas posições,
RESUMO:
3º Dia = Nos bastidores da liturgia: análise
da prática cúltica contemporânea das igrejas
protestantes brasileiras.
Elildes Junio Macharete Fonseca – UFF
O momento áureo
de uma comunidade cristã é o seu culto coletivo. Esse
clímax é definido por muitos teóricos como
o encontro de Deus com o seu povo e do povo com o seu Deus. A forma
como se desenvolve esse encontro é denominada liturgia. Com
isso, podemos dizer que conhecer a liturgia de uma comunidade é
conhecer a prática do seu credo.
A multiplicidade de denominações protestantes revela
traços distintos na prática litúrgica de cada
comunidade, que são capazes de nos oferecer um panorama histórico-crítico
da natureza dessa realidade plural.
Propomos, portanto, em caráter sintético, conhecer
a característica litúrgica básica das principais
igrejas protestantes brasileiras, construindo, à luz do enfoque
histórico-teológico, uma visão crítica
sobre a razão do surgimento de tantos “movimentos litúrgicos”
no meio protestante, desde as denominações pioneiras
em solo brasileiro até os grupos neopentecostais contemporâneos.
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